Portal Camaçari Destaques

Camaçari jovem denuncia pela segunda vez torturas e abusos de padrasto .

Camaçari jovem denuncia pela segunda vez torturas e abusos de padrasto .

 

Os relatos feitos pela jovem Eva Luana de 21 anos, chocaram os internautas e seus seguidores nas redes sociais. Moradora de Camaçari, ela denunciou, através da sua página na rede social Instagram, abuso sexual, psicológico e tortura que teria sofrido do padrasto durante nove anos. No relato, ela narra ainda presenciou o mesmo acontecer com sua mãe.‘’[...] Meu caos teve início quando eu tinha 12 anos, minha mãe era agredida, abusada, violada e torturada quase todos os dias. Meu padrasto era obsessivo e ciumento com ela. Resumindo de uma maneira geral, ela era agredida com chutes, joelhadas, objetos... Era abusada sexualmente de todas as formas possíveis. Era obrigada a tomar bebidas até vomitar, e quando vomitava tinha que tomar o próprio vômito como castigo. Ele começou a me abusar sexualmente. Eu tinha nojo, repulsa, ódio e não entendia porque aquilo acontecia comigo [...]’’, disse em uma das publicações em seu Instagram.  Ainda de acordo com as declarações da jovem, ela teria denunciado o suposto agressor quando tinha 13 anos. No entanto, Eva afirma que foi ‘’obrigada’’ a retirar a denúncia por causa das ameaças do padrasto: ‘’[...]Ele utilizou o poder financeiro para comprar a liberdade e comprar a minha alma. Porque ali eu perdi a minha alma. E o que eu fui denunciar um ano de sofrimento, se multiplicou em mais 8 anos [...]’’, contou.  Ao BNews, Eva Luana ainda relatou que após a denúncia foi ameaçada pela polícia: ‘’Depois de um ano dos meus abusos e agressões, quando eu fiz 13 anos, denunciei. Só que aí ele pagou propina a um policial que foi lá na loja da gente pegar a propina e já tinha ameaçado, disse que se a gente aparecesse lá na DEAM de novo ele mesmo fazia o favor de me matar’’.30 de janeiro – De acordo com relatos da jovem, após nove anos sendo vigiada nas aulas da faculdade, ter celular confiscado, dormir na casa do cachorro, entre outras situações contadas nas publicações no Instagram, na última quarta-feira (30) de janeiro deste ano, Eva Luana contou ao namorado o que estava passando e ele ajudou a incentivá-la a denunciar o caso pela segunda vez.‘’Eu pedi socorro para Mateus, eu não pedi socorro para ele ir lá denunciar, eu pedi porque eu já estava muito aflita, já estava pensando em me matar, estava achando que ele ia me matar. Porque ele já estava muito obsessivo, perseguidor, me batendo praticamente todos os dias, proibindo de comer, sentar, dormir, era muita tortura psicológica e física. Então quando eu falei a verdade ele decidiu me ajudar, então ele falou com nosso juiz, eu não sabia, e aí eles arquitetaram para me ajudar da melhor forma possível e eu agradeço muito a Deus por isso, só que eles precisavam da minha autorização, então eles marcaram para gente conversar e quando conversamos eu desabei e falei que queria, sim, essa ajuda e estava muito agradecida por tudo’’, desabafou.Ainda conforme Eva Luana, foi necessário ficar em um abrigo judicial após a denúncia. A denunciante informou à reportagem que a medida protetiva saiu imediatamente, entretanto, não foi o suficiente para que o acusado respeitasse a Justiça. Conforme Eva, o padrasto invadiu a casa que eles moravam.  Advogada e professora da jovem, Maria Cristina Lima reitera: ‘’Ele violou a medida protetiva, a medida impedia que ele entrasse na casa. A ordem era ele sair da casa’’.  A advogada ainda relatou ao BNews sobre a situação de Eva: ‘’O caso dela é um caso muito escabroso, muito macabro. Eu milito na causa há algum tempo e eu te digo que eu não vi caso nenhum igual dela ainda. É muito triste, muito chocante’’.  Ainda completou: ‘’Essa menina é muito forte, muito guerreira, tomar uma decisão dessa de enfrentar, porque ela já estava no tudo ou nada, ela estava esperando que ele a matasse ou então ela ia se matar.Apesar da medida protetiva, a jovem ainda teme as possíveis atitudes do padrasto: ‘’Estou muito abalada com tudo isso e estou com muito medo, de verdade, mas eu precisava gritar, eu precisava falar, eu externei isso para salvar outras garotas e também pra não acontecer de novo o que aconteceu em 2011’’.Contudo, Maria Cristina garante: ‘’Ela agora está segura, a gente está fazendo uma rede de proteção’’. Além de Eva Luana, sua mãe e irmã também estão sob medida protetiva.Segundo a advogada, o acusado está detido na 18ª Delegacia de Camaçari, cidade onde ocorreu o crime.

Fonte

BNews.
  • Compartilhe
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no WhatsApp

Camaçari jovem denuncia pela segunda vez torturas e abusos de padrasto .

BNews.

 

Os relatos feitos pela jovem Eva Luana de 21 anos, chocaram os internautas e seus seguidores nas redes sociais. Moradora de Camaçari, ela denunciou, através da sua página na rede social Instagram, abuso sexual, psicológico e tortura que teria sofrido do padrasto durante nove anos. No relato, ela narra ainda presenciou o mesmo acontecer com sua mãe.‘’[...] Meu caos teve início quando eu tinha 12 anos, minha mãe era agredida, abusada, violada e torturada quase todos os dias. Meu padrasto era obsessivo e ciumento com ela. Resumindo de uma maneira geral, ela era agredida com chutes, joelhadas, objetos... Era abusada sexualmente de todas as formas possíveis. Era obrigada a tomar bebidas até vomitar, e quando vomitava tinha que tomar o próprio vômito como castigo. Ele começou a me abusar sexualmente. Eu tinha nojo, repulsa, ódio e não entendia porque aquilo acontecia comigo [...]’’, disse em uma das publicações em seu Instagram.  Ainda de acordo com as declarações da jovem, ela teria denunciado o suposto agressor quando tinha 13 anos. No entanto, Eva afirma que foi ‘’obrigada’’ a retirar a denúncia por causa das ameaças do padrasto: ‘’[...]Ele utilizou o poder financeiro para comprar a liberdade e comprar a minha alma. Porque ali eu perdi a minha alma. E o que eu fui denunciar um ano de sofrimento, se multiplicou em mais 8 anos [...]’’, contou.  Ao BNews, Eva Luana ainda relatou que após a denúncia foi ameaçada pela polícia: ‘’Depois de um ano dos meus abusos e agressões, quando eu fiz 13 anos, denunciei. Só que aí ele pagou propina a um policial que foi lá na loja da gente pegar a propina e já tinha ameaçado, disse que se a gente aparecesse lá na DEAM de novo ele mesmo fazia o favor de me matar’’.30 de janeiro – De acordo com relatos da jovem, após nove anos sendo vigiada nas aulas da faculdade, ter celular confiscado, dormir na casa do cachorro, entre outras situações contadas nas publicações no Instagram, na última quarta-feira (30) de janeiro deste ano, Eva Luana contou ao namorado o que estava passando e ele ajudou a incentivá-la a denunciar o caso pela segunda vez.‘’Eu pedi socorro para Mateus, eu não pedi socorro para ele ir lá denunciar, eu pedi porque eu já estava muito aflita, já estava pensando em me matar, estava achando que ele ia me matar. Porque ele já estava muito obsessivo, perseguidor, me batendo praticamente todos os dias, proibindo de comer, sentar, dormir, era muita tortura psicológica e física. Então quando eu falei a verdade ele decidiu me ajudar, então ele falou com nosso juiz, eu não sabia, e aí eles arquitetaram para me ajudar da melhor forma possível e eu agradeço muito a Deus por isso, só que eles precisavam da minha autorização, então eles marcaram para gente conversar e quando conversamos eu desabei e falei que queria, sim, essa ajuda e estava muito agradecida por tudo’’, desabafou.Ainda conforme Eva Luana, foi necessário ficar em um abrigo judicial após a denúncia. A denunciante informou à reportagem que a medida protetiva saiu imediatamente, entretanto, não foi o suficiente para que o acusado respeitasse a Justiça. Conforme Eva, o padrasto invadiu a casa que eles moravam.  Advogada e professora da jovem, Maria Cristina Lima reitera: ‘’Ele violou a medida protetiva, a medida impedia que ele entrasse na casa. A ordem era ele sair da casa’’.  A advogada ainda relatou ao BNews sobre a situação de Eva: ‘’O caso dela é um caso muito escabroso, muito macabro. Eu milito na causa há algum tempo e eu te digo que eu não vi caso nenhum igual dela ainda. É muito triste, muito chocante’’.  Ainda completou: ‘’Essa menina é muito forte, muito guerreira, tomar uma decisão dessa de enfrentar, porque ela já estava no tudo ou nada, ela estava esperando que ele a matasse ou então ela ia se matar.Apesar da medida protetiva, a jovem ainda teme as possíveis atitudes do padrasto: ‘’Estou muito abalada com tudo isso e estou com muito medo, de verdade, mas eu precisava gritar, eu precisava falar, eu externei isso para salvar outras garotas e também pra não acontecer de novo o que aconteceu em 2011’’.Contudo, Maria Cristina garante: ‘’Ela agora está segura, a gente está fazendo uma rede de proteção’’. Além de Eva Luana, sua mãe e irmã também estão sob medida protetiva.Segundo a advogada, o acusado está detido na 18ª Delegacia de Camaçari, cidade onde ocorreu o crime.
Fale com a redação!

Responderemos assim que possível